A Pandemia e seus efeitos a longo prazo na renda dos brasileiros

O avanço da desigualdade: A desigualdade de renda deve crescer pelo menos 3% ou mais, segundo a Cepal. Neste momento de fortes crises,  se beneficiam aqueles que podem contar com reservas, apoios e redes de contato. Os que já se encontravam em maior vulnerabilidade, ficam para trás.

Casos de desigualdade de gênero e racial, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, entre outros, também devem sofrer com os efeitos da pandemia, ainda mais em um contexto de precariedade das redes de proteção social.

Aumento da pobreza: Se a geração de emprego e de renda já não vinham bem, a pandemia piorou o quadro. Assim, a pobreza extrema, que aumentou consideravelmente desde 2015, deve aumentar ainda mais. A comissão econômica prevê uma queda de 5,3% no PIB da América latina, as consequências disso são aumento da pobreza extrema entre 13% e 14,2% em 2020.

O crescimento do desemprego entre os jovens: Um dos grupos que estão enfrentando maior vulnerabilidade são os jovens com menor salário e maior desocupação. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 1 em cada 6 jovens já deixaram de trabalhar desde o início da pandemia. 

Os impactos apontados acima tem o potencial de permanecer por muitos anos, marcando as trajetórias de vidas de milhões de pessoas e moldando os caminhos pós-pandemia.

O momento tem nos mostrado que, cada vez mais, devemos ser flexíveis nas áreas de atuação profissional. E isso implica em não estarmos focados apenas naquilo que aprendemos a executar a vida inteira.

O outro lado da pandemia 

A pandemia também mudou diversos hábitos da sociedade, digitalizando e simplificando processos a distância como por exemplo sistemas bancários. Até no ano passado, estimava-se que 45 milhões de brasileiros eram desbancarizados, e agora aos poucos estão se bancarizando com ajuda das contas digitais. Como a facilidade do serviço tende a atrair novos clientes, plataformas assim como a Conta Zap oferecem serviços bancários completos como: transferência, pagamentos sem cobranças de taxas tudo com seu smartphone trazendo a comodidade que não havia antes. 

Também na pandemia, podemos notar um grande aumento em compra online como já era de se esperar. Só no primeiro semestre, vemos um faturamento de 47% segundo a pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen junto a Elo,  totalizando 38,8 bilhões de reais. Ao todo, foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho de 2020. 

Não só aumentou o número de vendas como também o valor gasto pelas pessoas, o tíquete médio passou de 404 reais no primeiro semestre de 2019 para 427 reais agora. De modo geral, o que mais se comprou pela internet durante a pandemia foi comida. A porcentagem de brasileiros que pediu delivery em 2020 foi de 44%, contra 15% em 2018 conforme pesquisa realizada pela Cetic. 

Vários profissionais perderam o emprego ou precisaram mudar o foco de seus negócios, inovando no mercado ou criando estratégias para se reerguer. São histórias de superação, criatividade e força de vontade para ir à luta em um momento sem precedentes vivido por todos. Histórias que inspiram pela capacidade de transformar momentos obscuros, tristeza e medo em ações positivas, para recomeçar em meio ao caos.

Estamos sentindo na pele as dores da pandemia, e a melhor alternativa é se reinventar de maneira criativa para superar o desafio.

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